sábado, 15 de janeiro de 2011

Éramos cinco...


Pertenço ao signo de Virgem. Como meu paiaço: José. Dizem os esotéricos, os místicos ou os curiosos, que as pessoas sob essa influência, quando analisadas segundo os personagens da Santa Ceia, correspondem a São Tomé. Parece bobagem minha, mas, do que não tenho certeza, a princípio preciso ver para crer.

Sou daquelas que quando vou à exposição de artes, sempre cometo o erro [e a falta de educação] de por o dedo, senão a mão inteira, na obra, para senti-la por completo. Talvez por isso também goste de abraçar as pessoas quando as encontro. O toque para afastar a incredulidade do que até os olhos possam me dizer o contrário.

Hoje sou mais crente. Em vários aspectos. Já falei isso no Cor de Rosa e Carvão, mas vou repetir. Há seis anos aproximadamente ganhei um mapa astral de um amigo e cliente. Fui com prazer ouvir a leitura do que os astros reservaram para mim ao nascer, além da interpretação dos trânsitos para o aquele momento.

Sobre mim [enfatizou o “oráculo] foi dito que sou uma pessoa voltada e com as raízes fincadas na família. Não acreditei. E o astrólogo, muito seguro de si e de seus conhecimentos, garantiu: “Então espere para ver. Vai ter um momento em que precisará voltar ao núcleo familiar para recarregar as energias, recuperar tuas forças”. Foi mais ou menos isso que ele disse. Eu, numa ansiedade pela independência [ou liberdade], lhe garanti que não precisava deles. No entanto, não demorou muito para que visse e acreditasse naquelas palavras. Ainda bem!

Por que só assim pude aproveitar um pouco mais do convívio com o meu velho. Ele não estava mais gozando de 100% de sua saúde, mas também pouco imaginava que partiria tão rapidamente e repentinamente. Afinal, depois da trombose, das pontes de safena, tudo estava estabilizado. Sossegado mesmo. Podíamos então usufruir do bom que a vida ainda pudesse nos proporcionar em família.

Setembro havia, então, virado o mês do reencontro dos filhos, parentes e amigos. No dia 7 ou no dia 11, tinha pandega aqui em casa, com “cerveja”. Porém, em 2010 não tivemos mais como escolher a melhor data para todos. Nos resta um único dia para festejar nesse período. Fiquei perneta. Ficamos sem chão. Meu paiaço não pôde esperar [sei lá o que] mais um pouco.
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Por isso, a exemplo do que faz a Cris Guerra no blog Para Francisco, farei aqui também, no E agora José? Só não sei para quem: se pra mim ou pra ti, pai. Vou ter que ver [e escrever] para crer.