sábado, 5 de março de 2011

Tristezas...

Tenho muito medo, mas um dos maiores é o trânsito. Fico tão insegura em relação a ele, em vários momentos. E creio, velho, tanto faz eu ser carona ou motorista, eu tremo igual. Há tanta gente inconsequente pilotando por aí... Sem respeito à vida, alheia ou a própria.

Quando tem feriados longos, como o de Carnaval e Páscoa, a gente já começa a ficar alerta. Muitos carros juntos, muitos jovens juntos, muitos motoristas novos também, nas mesmas estradas.

Tem aqueles que bebem muito, têm aqueles que podem ser vítimas de quem bebe muito. Tem a pressa. Ou só excesso de velocidade. Tem os impacientes, os intolerantes e os distraídos. Há vários fatores.

Na madrugada desse sábado pai, dois veículos grandes se chocaram. Um caminhão e um ônibus. Resultado: tragédia... E das grandes. Daquelas que geram muitas tristezas em diversos corações, agora abandonados.

Lembrei-me do acidente que sofreu enquanto trabalhava, pai. Um caminhoneiro, que admitiu ter dormido ao volante, entrou na traseira da Belina que dirigia. Um susto enorme meu velho. Mesmo que não tenha sofrido nada. Mas o fato de termos perdido o Vinicius há tão pouco tempo nos deixou sensível, na época. E temerários...

Hoje pai, sabe-se lá por que, eu rezo quando vou viajar. Peço proteção e a benção de quem me acompanha e me orienta sempre. E a ajuda de todos os espíritos de luz. Agora, incluo o senhor nessa prece também meu velho.

Não vou viajar neste carnaval, mas peço que auxilie os guias a manter motoristas e pedestres atentos nesse feriadão, meu pai. Chega de perdas e dor. É muito tristeza para um período onde deveria reinar somente a alegria.