quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A dor de amor dá e passa. Mas a dor da perda é como um vírus mutante. Está sempre se transformando em saudade...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Dèja vú

Numa das sessões com a terapeuta disse que sentia muita falta do meu pai. E que gostaria que meus filhos conhecessem o avô, soubessem como a presença dele foi importante para minha formação e como poderia ser na deles. Queria que meus filhos pudessem ter a oportunidade de ter a companhia e partilhar da sabedoria dele. Minha vontade era de dar a eles, toda a infância feliz que tive proporcionada pelo meu Paiaço. Mas não tenho como fazer isso. Não mais...


E a saudade só aumenta assim. Mas também, estou projetando uma falta no futuro. Eu sei... Também consigo explicar isso. Às vezes, o tempo atual não é suficiente para sustentar essa saudade. Daí eu olho pra frente e imagino como poderia ser, mas que nunca será.

A contra resposta que tive da psicóloga é que só eu sinto falta. Que, meus filhos, caso os tenha num futuro próspero, nunca sentirão falta daquilo que não conhecerão. Sim, faz sentido. Mesmo assim me choquei com a constatação. E, por aquele momento, a indignação e insatisfação por algo que entendi como minimização da minha dor fez com que esquecesse a ausência do meu velho.

Por hora também segui seus conselhos: lembrei dos momentos felizes. E são tantos... Afinal foram pouco mais de 35 anos de convivência e muitos acontecimentos neles. Só que a saudade é algo que não finda, embora a dor, essa ameniza ou se extingua.

Começo a pensar que questões que envolvem vida e morte se renovam em ciclos. Na mesma vida e sobre a mesma morte. Que nem dèja vú.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Tristeza não tem fim. Felicidade sim...

É de ficar triste quando recebemos noítica como essa do acidente de trânsito que vitimou 33 pessoas no interior da Bahia, nessa semana. Ainda mais nesse período de festas de final de ano, quando tudo é motivo de alegria. Quando tudo deveria ser paz, saúde e amor, apenas.
Não gosto de telejornais por causa disso. Imagens e sons refletem muitas tragédias numa só edição. É morte, prisão, violência, preconceito e discriminação, injustiça, corrupção... Fofocas e mais fofocas que não contribuem para nada além de uma propaganga irracional desses atos. E de tristeza.
Em um momento de muita alegria, meu coração ficou cinza pela dor que devem estar consumindo essas famílias. Filhos, pais, sobrinhos, netos, cunhados, irmãos, maridos: trabalhadores. Todos mortos. Prefiro pensar que Deus preparou algo melhor para esses caras. E para essas mulheres, que agora, ficaram solitárias. Repentinamente, e, espero, rapidamente, um pouco àsperas.
E agora, nesse momento, só penso em um pedido ao Papai Noel: luz à esses espíritos e à esses corações abandonados.