sábado, 28 de abril de 2012

730 dias

A gente sempre pensa que está preparado para alguma situação marcante, que um dia ajamos de passar. Mas não! Somos pegos com as “calças nas mãos”. Foi assim comigo quando tu se foste, meu velho. E dia 17 último marcou dois anos de sua ausência. E continua tão difícil...
Nunca pensei que fosse admitir, mas, não sei ainda o que será de nós. Mesmo depois de 730 dias, esse bordão que manifestava de vez em quando continua martelando em minha cabeça: “O que será de vocês quando eu partir...”
A única certeza em resposta a esse momento se resume em uma palavra, até então: Saudade! Saudade...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Na madrugada

É na madrugada
Depois que eu converso com Deus
É na madrugada
Que eu choro lembrando do adeus
É na madrugada
Que a dor é mais forte do que eu

Grupo Bom Gosto

domingo, 8 de abril de 2012

...

Às vezes, o som da tua voz me faz falta. A tua presença física também. Outras horas me perco no cotidiano e esqueço que agora tu és apenas uma energia boa sobre mim. Mas hoje é Páscoa meu velho. E tua ausência se faz mais forte em meu peito. Mesmo que todo o carinho, afeto, atenção que recebia de ti, agora venha em dobro por intermédio da mãe. Ainda assim, aperta aqui dentro de mim, do lado esquerdo do peito.