quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

domingo, 8 de dezembro de 2013

Árvore de Natal


Ao longo de toda minha infância, minha mãe montava a árvore de Natal com bolas e enfeites todos coloridos. A árvore era natural. Um galho de pinheiro grande plantado em um vaso de tinta, revestido de papel de presente.

Ninguém nunca sabia a procedência da árvore. Mas meu pai sempre trazia o pinheiro. E ele era bonito, vistoso, verde. Essa era a nossa tradição, que durou anos e anos. Até a minha meninice.

Todo o processo era uma festa. O pai trazia o pinheiro, lindo demais, meu irmão via a lata que nós, as mulheres, embalava com várias folhas de papel de presente, também colorido. Enchíamos de terra, de amor e pedidos, além do galho grande e pesado, que muitas vezes precisava de pedras para fazer o contrapeso.

A escolha do local era sempre ponto de discussão.  A mãe avaliava a visão de entrada, de saída, do ponto de energia para ligarmos as luzes e o espaço para compor os presentes embaixo. Depois do meu irmão arrastar o vaso pesado de um lado pro outro, a decisão era tomada e a gente partia para a decoração.

Ao final da atividade, o resultado era o mesmo: uma profusão de cores, sem combinação nenhuma, mas uma festa de afeto e amor.

Hoje, mesmo que quiséssemos retomar a tradição, não temos mais meu Paiaço para trazer a árvore viva. Ele se esqueceu de nos dizer de onde trazia. Ficamos apenas com a lembrança da sua contribuição (fundamental) para a montagem da árvore. Então, agora, a gente faz do nosso jeito. 

sábado, 12 de outubro de 2013

Nossa Senhora!

Meu pai era devoto de Nossa Senhora Aparecida. Ele tinha uma fé nela... A tudo que precisava se socorria aos seus pés. O calo apertava em seus sapatos, depois de tanta romaria que fazia para resolver seus problemas, e não encontrando solução entre o povo mundano, ele se voltava a ela. E não sei o que se sucede entre os cosmos. Sei que ela olhava por seu filho. Graças a Deus!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

birthday

11 de setembro. muito antes das torres gêmeas, a data já era importante para mim. 78 anos. essa seria a idade do meu paiaço. mas há pouco mais de três anos, ele decidiu fazer palhaçadas em outro picadeiro... e me deixou com meio sorriso.
#eagorajosé #saudades #pai

domingo, 11 de agosto de 2013

Obrigada, pai

Hoje foi um domingo diferente. De saudade. De lembranças. De quereres. Daí, engoli em seco e pus todos os sentimentos e desejos, que durante esta última semana se sobressaiam ao peito, no coração sentido. E ele bateu mais forte desde então.

Obrigada, pai, pelo que sou hoje. Eu tenho orgulho do trabalho que fez, do amor que me deu, do carinho e dos mimos. Das vontades realizadas. Não posso reclamar, por que fui e sou uma guria feliz. Obrigada!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Somos virginianos e virginianos amam

Lembro como se fosse hoje. O Dia dos Namorados era uma festa lá em casa. Era presente pra mãe e presente pra mim.

É. Meu pai dizia que era a namoradinha dele. Então, de soslaio, vinha sempre um chocolate deliciosa pra mim. Ganhava o doce, abria, comia tudo. E assim que o chocolate acabava, terminava também o meu conhecimento sobre a data.

O que eu queria mesmo era aproveitar o meu presente. Ponto. E agora a tradição acabou. De vez!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sorrindo menos, há 3 anos

Tenho uma amiga, a Jana, que tem a mania de chegar gritando em frente da minha casa, sempre que marcamos pra sair. Coisa de maloqueira. Bem isso que meu pai dizia quando ela agia assim. 

Ela gritava e ele falava, pausadamente: "O que é isso... Falta de educação ficar gritando na frente da casa dos outros. Não gosto dessa menina." E não sorria quando ela entrava... Era só um Boa Noite seco. Eu ria da bagaça, pois a Jana é assim mesmo, maloqueira [e sim, mal educada às vezes]. 

Hoje, faz três anos que não ouço mais esse comentário se repetir. A Jana continua chegando aos gritos, mas sorrio um pouco menos, desde então.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Choro saudades


Estamos indo para o terceiro ano. E lá em casa, a mãe reza por mim. E por ti. Às vezes rezo por mim. Às vezes por todos nós. Pela tua ausência eu, choro. Rio com lembranças. E volto a chorar... Ando assim agora.

sábado, 2 de março de 2013

A falta que você me faz, meu velhinho...

Tenho em mim um sentimento eterno agora. A saudade. De vez em quando ela chega, nem bate na porta, acomoda a sua bagagem e abre a porta da geladeira sempre que quer alguma coisa.
Eu, como sou uma boa anfitriã, recebo bem. Ofereço meu melhor e, por fim, mando embora. O problema é que até agora não tive coragem de expulsá-la daqui de casa. Então, vou deixando...
Até quando eu não sei. Uma hora ela há de se dar conta de que não a quero mais.