sábado, 16 de julho de 2016

Chorando saudades


 
Oi pai. Coisa estranha... hoje, passei em frente a uma funerária e haviam pessoas na sua calçada. Pensei: que dia bonito para se morrer. Se é que existe dia bom ou dia ruim para se morrer. E em seguida lembrei da mamuska. Ela se despediu de nós num dia de sol, num dia 13. Pensaria que tivesse sido um bom dia se não fosse minha mãe...

Ainda é muito difícil aceitar a partida dela. Sinto muito sua falta. Me dá um aperto de saudade no peito que não cessa.

Deve ser por que ela era minha amiga. Minha confidente. Minha conselheira. Minha fã. Minha parceira. Meu amorzão.  Nos últimos tempos minha filha. Minha mãe. E mães não deviam morrer, jamais, somente voar para longe e voltar sempre que precisássemos conversar sobre algo importante na nossa vida.

Paiaço, nós últimos 17 dias não tive tempo de pensar em quem me falta ao meu lado. O trabalho intenso me toma por inteiro. Deito em minha cama nova e durmo em segundos, praticamente.

Mas a vida é feita de flash também. E tudo me leva a lembrança dela meu pai. E, de repente, me vejo chorando saudades...